domingo, 28 de março de 2010

A princesa e o sapo

Era uma vez... em um reino muito, muito, muito distante, uma princesa que recebera de seu pai um presente. Não fora qualquer presente, claro. O rei lhe entregara embrulhado veludo vermelho um lindo e brilhante colar com um pingente de coração. A princesa, muito vaidosa, adorou tal presente e logo o levou para mostrar aos animais de estimação que viviam em seu jardim. Em pouco tempo lá estava a princesa com seu colar, brincando perto do lago. Quando aconteceu a tragédia!

De repente, mais que de repente, a princesa escorregou e deixou o colar cair no lago. Ficou desesperada. Como contar ao pai que deixara seu colar cair no lago bem no dia em que o ganhara? Chorou, chorou, chorou e viu um sapo sobre uma pedra próxima.

- Por que choras, Princesa?

- Sapo, perdi meu colar.

- Não se preocupe, Princesa. Pegarei o colar para ti. Contando que me leve para morar contigo no palácio.

- Sim, sapo, farei tudo.

E muito rápido o sapo sumiu e voltou para dentro do lago. Em poucos segundos, ele voltou. Trazia em sua boca o colar brilhante. A princesa ficou tão feliz, tão feliz. Tão feliz que deixou o sapo para trás sem nem lhe agradecer. O sapo, triste com o acontecido, resolveu que a história não terminaria assim.

Anoiteceu e a princesa janatava com seu pai no belo palácio quando ouviu batidas fortes na porta. A princesa foi atender a porta e viu o sapo indignado:

- Você prometeu, princesa. Prometeu que me traria para o palácio caso eu achasse seu colar.

A princesa fez sinal para que ele calasse a boca e fosse embora. Mas o sapo não se deu por vencido e começou a gritar. Até que o rei o ouviu e foi até a porta. Lá o sapo lhe contou a verdade e o rei ficou muito decepcionado com a princesa, não pelo acontecido, mas por ela não ter cumprido sua palavra.

Desse jeito, o rei ordenou que a princesa dividisse o seu quarto com o sapo e que fossem amigos. Assim aconteceu, a princesa conviveu tanto com o sapo que passou a amá-lo profundamente. Tornaram-se grandes amigos. E quando o sapo estava muito, muito, muito doente, fez um pedido para a princesa:

- Princesa, por favor, posso lhe fazer um pedido?

- Claro, sapo, o que quiser.

- Dê-me um último beijo.

E assim a princesa fez. Foi encostando bem devagar seus lábios na superfície lisa do sapo e lhe deu um estalado beijo.

Foi surpreendente o que aconteceu. O sapo tornou-se um príncipe, lindo. E emocionada, a princesa lhe deu outro beijo, agora não mais na superfície lisa, e sim nos seus lábios.

O príncipe e a princesa foram felizes para sempre*.


FIM



* Até o dia em que a princesa lhe beijou novamente e ele a mostrou que na verdade era sapo em sua essência e que só se tornara príncipe por um breve momento. Afinal, o primeiro beijo lhe mostrara uma face linda. E com o segundo, lhe mostrara o verdadeiro rosto.

domingo, 7 de março de 2010

O que vou ser quando crescer?

O ano mal começou e eu já reparei... De dez palavras que eu falo, sete são sobre vestibular. É impressionante como a gente fica nessa neurose de "vou passar, não vou passar", "que curso escolho?", "pra qual faculdade eu tento?". Eu já tenho certeza de qual curso eu quero desde os meus sete anos de idade, mas fico pensando se tentarei pra todas as universidades o mesmo curso que é super concorrido. Cheguei até a conversar com papis e dizer que ia fazer artes cênicas... Na Uff... Em Niteroi... Adivinhe o que ele achou. x)
Quando eu tinha meus cinco ou seis anos, meu sonho profissional era ser secretária. Eu achava um máximo e tinha certeza que eu seria uma grande secretária, ganhando muito dinheiro e viajando pelo mundo. Olhe só como a mente de uma criança é grandioza.
Agora, eu estou dando meus bofes para conseguir realizar um outro sonho. Sei que ficarei super triste se eu não passar, cara, afinal estou me esforçando e criando expectativas. Já até me imagino entrando na sala no meu primeiro dia de aula no curso de Direito lá no prédio da UERJ. *-*
Imagine só... Eu defendendo o presidente. Ou acusando. Naquele pretinho básico que me emagrece. Com minha família no tribunal segurando cartazes com fotos minhas coladas e gritando em coro: Ela merece! Ela merece! kkk'

Chega por hoje, gente. Até qualquer dia.

Ressalva para Márcio: Saudades, sua bicha. Já sonhei contigo desde o último dia em que conversamos três vezes e nas três você tentava chupar minha orelha. HUAHUAHUHUA Te amo! *-*

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Já ouviu falar no livro infantil "Sonhos de Talita"? É um livro que conta a vida de uma menina negra e seus maiores sonhos para enfrentar a vida, pelo o que eu saiba. Para quem me conhece e fica escutando minhas palhaçadas nos meus momentos de tédio profundo sabe que eu tenho um monte de sonhos. Alguns não tão comuns.
Mesmo que parece mentira, tudo que estiver aí embaixo são verdadeiros sonhos, e não ria, por favor. Eu tenho direito de ter meus sonhos, mesmo que malucos. /humpf

Primeiro sonho: Por eu sempre ter sido a mais baixinha de todos os grupos que ando, a mais baixinha da família, mais baixa que a irmã caçula e etc... Eu sempre quis alcançar coisas altas e uma dessas coisas era aquele treco no ônibus que tem em cima para ficar se segurando quando o ônibus está cheio. Eu nunca conseguia, porque meu braço doía, eu tinha que ficar na ponta dos pés. Até que eu fui para o centro do Rio e lá eu vi o meu sonho se concretizar. Aquela barra fica bem mais baixa do que aqui em Nova Iguaçu. E eu pude ir a viagem inteira segurando naquela barra. Eu fui a viagem inteira sorrindo, o ônibus cheio, eu com o braço naquela barra, mas um sorriso no rosto, feliz por realizar meu sonho. Cara, foi demais.

Segundo sonho: Sabe aquele pirulito do Chaves? Meu sonho sempre foi encontrar um beeem grande. Não era um grande, nem enorme. Era um mais que enorme. Um gigante. Eu sempre encontrava um de tamanho razoável, mas eu queria um que o tamanho fosse tão absurdo que ninguém conseguisse comer. Para quê, Talita? Para estragar? Não, para tirar foto. Eu achava que nunca ia conseguir e já perdia minhas esperanças... QUANDO... Fui para Aparecida do Norte e andando nas ruas de lá, fazendo comprinhas básicas e TCHARAN! UM PIRULITO DO CHAVES ENORMEMENTE ENORME, MAIS QUE ENORME, ABSURDAMENTE ENORME! Cara, eu quse tive um ataque cardíaco. Fiquei muuito feliz, muito mesmo. Porém ninguém quis parar para eu tirar foto com o pirulito. Continuarei em busca do meu sonho... =/

Terceiro sonho: Sabe aquelas rampas de estacionamento? Queria tanto, mas tanto, tanto mesmo sair rolando por um delas, mas não é qualquer uma. É aquela perto da Via Light. Aquilo que é rampa de estacionamento. ENORME! PERFEITA! Um dia vou vestir uma fantasia de espiã, daquelas grudadas no corpo e preta, e sair rolando contente, serelepe pompona pela rampa. *--*

Outro dia relato os outros sonhos. Se quiser saber, volte, adorarei te ver por aqui. Beijos da anfíbia :*

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Por que não chama pelo nome certo?

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Não sei se você percebeu, mas há algumas pessoas que tem medo de falar certas palavras. Quer ver só?
Se uma moça está conversando com outra e lembram-se de uma garota que sofreu estupro, uma fala:
- Sabe aquele menina? Um homem agarrou a coitadinha.
Por que não falar que ela foi estuprada logo? Outra palavra é "menstruada".
- Minha filha ficou mocinha!
Por que não dizer que ela menstruou?
E os piores! Relacionados a sexo!
- Mentira que fulana já "pimbou"?
- Mas ela já "coisou"?
- Então ela deu sim!
- Duvido que ainda não tenham feito aquilo.
Por que não, simplesmente, utilizam das palavras "sexo", "transar", "relação sexual"?
E agora algo que me deixa indignada (afinal no Curso Normal me prepara para trabalhar com partes do corpo com a criança) é quando escuto:
- Vê se lava a periquitinha hein!
- Coloca o pixoco pra dentro da calça, menino!
- Lava direito o piu-piu/pintinho/bingulim.
- Cadê a pererequinha da mamãe? Cuti cuti!
Com tantos nomes assim a criança sempre vai se confundir, uma vez que ela tem bingulim e o amigo tem pixoco. Não seria mais fácil ensiná-las que possuem ou vagina ou pênis?
Um caso, por exemplo, foi o da minha professora de Bilogia que falava para sua filha que ela tinha periquita. Todo dia ao dar banho na menina, ela dizia:
- Olha a periquitinha!
Um belo dia, minha professora leva sua filha ao zoológico, e a chama:
- Vamos, filha, ver o viveiro de periquitas, é um lugar onde tem um monte de periquita pendurada.
A menina começou a chorar e disse que não ia. Imagine a cena que estava passando na cabeça da pobre coitada.
Imagine se você um menino que está acostumado a chamar seu pênis de pintinho em um galinheiro.
Se não déssemos nomes errados para as partes íntimas, você certamente não teria pensado besteira na primeira vez que viu o link desse blog.
Que tal ensinarmos para a próxima geração que o certo a se fazer é chamar cada coisa com seu devido nome? Evitaríamos várias situaçãos constrangedoras!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tarde magnífica



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"E então, Talita, hoje falaremos mais sobre aquela palhaçada de rã, sapo, perereca e escambau a quatro?"


Não, por enquanto não.




Hoje vou falar sobre minha tarde magnífica (não, não fui à praia, não, não fui à Terra Encantada, não, não ganhei na Loteria, não, não apertei a bunda do Rodrigo Hilbert). Minha tarde foi magnífica, pois passei ao lado de Manu e Lipe.


Manu fica toda sem graça ao andar comigo no centro da cidade, apenas porque costumo falar algumas besteiras, agora imaginem como ela fica quando estamos eu e Felipe conversando. Eu sei que sou cara-de-pau, já me conforme, mas ele é o dobro.


Estávamos indo comprar DVD (pirata, sim, mas não existe anime sem ser pirata, né?) e eu sussurrei:


- Filho, esse ano te dou o dinheiro para vocÊ comprar aquele DVD pra mim..


Não, gente, o DVD não é de filme pornô, mas é bem constrangedor.


Ele, então, chega na banca e diz bem alto:


- Olha, Talita, escolhe aí qual desses você quer.


Só faz vergonha!


Na outra vez foi quando Manu estava boladona na fila para pagar conta e nós dois esperando, sentados na cama da loja (sem propagandas).


Então, sai um rapaz de dentro de uma sala e eu apenas comento, sussurrando:


- Bonito!


E ele começa a gritar:


- Talita, você é ridícula! Foi o cara aparecer e fica aqui falando que ele é gatinho, e blá blá blá.


Detalhe importantíssimo:


O rapaz havia sentado bem na nossa frente.


De novo, só faz vergonha!


E quando ele ficou gritando o nome da Manu no meio do Calçadão?




Ele, definitivamente, é meu filho. Percebe-se, principalmente, pela semelhância nas cabeças desproporcionais aos corpos e nas caras de pau.


Eu me diverti tanto, e olha que foi apenas pagando conta e pegando resultado na escola.


Estou louca para as aulas voltarem logo, cara. Saudades dessas zoações.


E por falar em escola...


Fui aprovada. Sem dependências. Mas, infelizmente, aquele 3,0 em C.F.N apareceu. Que vontade de transformá-lo em 8,0, mas não farei. Não sou menina má, eu acho.


Bom, por hoje é só isso, depois venho contar mais coisas.


Só que não posso ir sem falar algo importante:


Ontem vi uma perereca ou rão (não sei diferenciar esses bichos) na hora em que abria o portão para meu pai. Após correr ( de puro e aterrorizante medo [ sim, eu tenho medo desses bichos ])


Fiquei pensando e não tirava a perereca da minha cabeça enquanto assistia Big Brother.


"Será que é um sinal? Será que Deus não está satisfeito de eu ficar falando da perereca? Ou será que é um sinal para não largar o blog?"




Sei lá, vai saber né?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Inveja mata - O veneno da perereca


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Para quem nunca separou um tempo para estudar sobre os anfíbios, aqui vai uma curiosidade (não, eu não sou maluca e separei um tempo da minha vida ara estudar os anfíbios, eu fui obrigada a estudar por causa de minha aula prática). Os anfíbios são realmente venenosos, em sua grande maioria. E seu veneno é fatal. "Oh meu Deus, Talita, achei uma perereca linda e passei a noite toda massageando a perereca. Vou morrer?" Não enquanto não colocar a mão na boca ou em qualquer outro orifício de seu corpo. O veneno só nos ataca quando o inalamos, se você beijou, chupou (ou qualquer coisa do tipo) a perereca, aí sim, sinto muito, pois há uma probabilidade enorme de você morrer, caso essa perereca seja venenosa. O veneno, como já disse, é realmente destruidor. E há outro veneno tão mórbido quanto: A inveja.


Meu pai ao construir nossa casa, resolveu deixar um pedaço do terreno livre e ao murar deu a entender que esse pedaço não era nosso. O povo do bairro ganhou um presente: uma rua. Com a tal rua ficava tudo mais fácil, pois era só cortar caminho por ali. Porém, contuuudo, todaaavia... Meu pai ouviu que um homem maldoso chamado Sr. Sem Terra pretendia invadir nosso terreno, e mais que depressa Papai chama sua tropa de fiéis amigos e cercou seu território. Adivinhem! O povo se rebelou contra o fato de ter que andar mais e ficar sem a rua improvisada. E o tal Sr. Sem Terra foi falar da minha família (o que me inclui) para os nosso vizinhos, afirmando que meu pai é olho grande, que ele quer tudo, que já tem uma boa casa e quer ter mais.


O que não me surpreende, afinal já falaram quando compramos o carro, quando fizemos a casa do segundo andar, quando fizemos a garagem e todas nossas vitórias. O que eles não sabem é que isso não nos destrói, isso apenas acaba com eles. Invea é algo que não atinge o invejado, apenas corrói o invejoso. Graças a Deus, abomino a inveja e dou graças por tudo que tenho sem desejar nada do próximo (Exceto o Rodrigo Hilbert, que eu invejo a Fernanda Lima eternamente).

Peço apenas a Deus que Ele abra os olhos de tais pessoas e elas vejam que estão chupando e lambendo uma perereca. Iludindo-se ao achar que estão fazendo mal a nós, estão morrendo aos poucos. E esse veneno é, como sabemos, fatal.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Simbiose Múltipla - Estreia





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"As palavras que aqui escrevo me salvam da loucura"


Charles Bukowsky




Blog novo, novas coisas, novas criaturas, novas besteiras e palhaçadas, novas crises emo's e TPMáticas.


Espero não largar esse em pouco tempo. E que a preguiça de abrir o site Blogger não me domine. O que acho muito impossível, afinal a preguiça sabe o jeito de se chegar e me abraçar, me deixando aninhada nos braços dela. :(


Meu intuito é que esse blog seja um local onde colocarei tudo o que me acontece no dia. Acho que não vou aguentar relatar tudo, mas tentarei né? Nossa, como estou negativa hoje!


Como hoje é o primeiro dia de blog, eu não estou com muito 'saco' para descrever meu dia, que definitivamente foi muito comédia.


Ah! Por que o nome Simbiose, Talita? Você tem dupla personalidade? O.O


Não que eu saiba. Porém visões eu tenho duplas, triplas, quadrúplas... Acho que um Blog é muito mais visão e percepção, não acha?


E comentários, Talita? Vai implorar comentários como no último blog?


Definitivamente, não. Tanto que até ocultei. Adoraria receber comentários, mas dificilmente alguém comenta, muitas vezes por falta de tempo. Ganhei um pedaço no céu, pensei no tempo que você tem na lan house. x)


Enfim, acho que já escrevi demais para um primeiro dia. Quem sabe amanhã eu volte aqui. =)


Beijos quentes. z2